Era madrugada, com tempo frio, muito escuro, tudo deserto. Um cenário macabro, digamos.
Jhonny andava de cabeça baixa, olhando sempre para seu par de all star velho, e com uma rosa, já murcha - porém cheias de espinhos, em suas mãos. O menino avistou uma simples e adorável menina em um banco, de uma praça solitária. A menina chorava silenciosamente, e foi por este motivo que fez Jhonny aproximar-se dela. Ao chegar perto, sentou-se ao lado da moçinha. “Olá” – disse ele. A menina apenas movimentou sua cabeça para o lado, e olhou diretamente aos olhos do menino, sem dizer nada. “Qual o seu nome?” – insistiu. “Chamo-me Alice. Alice Molly.” – disse a tal Alice. “Estás frio, tarde, e aqui é um lugar bastante perigoso menina, não acha?”... “Pouca importa. Eu não existo mais, menino.” – disse Alice inclinando sua cabeça para baixo. Jhonny ficou quieto, e perguntou se ela não queria dar uma volta com ele. A menina recusou. Jhonny não insistiu dessa vez. Apenas entregou a tal rosa murcha, mas com espinhos, para a menina. Jhonny seguiu seu rumo. Alice ficou lá, ainda chorando e olhando para os espinhos da tal delicada rosa que havia ganhado. A partir daquele dia, Jhonny passava todos os dias por aquela praça, para ver a tal menina, que lhe chamou muita atenção. Percebeu que a menina não ficava durante os dias, e sim só naquele horário. De madrugada e sozinha. Então todos os dias, Jhonny ia visitar a tal menina. Em seus sonhos e pesadelos, Alice passou a estar presente. Não só nos sonhos, nem só nos pesadelos. Alice passou a habitar o coração do menino. (...)
Em uma madrugada, fria e chuvosa, Jhonny acordou de um pesadelo. Pelo qual, Alice havia fugido, para sempre. Jhonny, rapidamente vestiu uma calça jeans que estava pendurada na cadeira, uma blusa qualquer e seu par de all star velho e seguiu até o lugar que Alice passava suas noites. Chegando lá, o menino avistou no banco a tal rosa cheio de espinhos, e ao lado um pedaço de papel manchado de sangue e escrito: “Eu não existo, adorável menino.”
E então... Alice? Alice era apenas fruto da imaginação...
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
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