sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Um mundo feito de imaginação.

Era madrugada, com tempo frio, muito escuro, tudo deserto. Um cenário macabro, digamos.
Jhonny andava de cabeça baixa, olhando sempre para seu par de all star velho, e com uma rosa, já murcha - porém cheias de espinhos, em suas mãos. O menino avistou uma simples e adorável menina em um banco, de uma praça solitária. A menina chorava silenciosamente, e foi por este motivo que fez Jhonny aproximar-se dela. Ao chegar perto, sentou-se ao lado da moçinha. “Olá” – disse ele. A menina apenas movimentou sua cabeça para o lado, e olhou diretamente aos olhos do menino, sem dizer nada. “Qual o seu nome?” – insistiu. “Chamo-me Alice. Alice Molly.” – disse a tal Alice. “Estás frio, tarde, e aqui é um lugar bastante perigoso menina, não acha?”... “Pouca importa. Eu não existo mais, menino.” – disse Alice inclinando sua cabeça para baixo. Jhonny ficou quieto, e perguntou se ela não queria dar uma volta com ele. A menina recusou. Jhonny não insistiu dessa vez. Apenas entregou a tal rosa murcha, mas com espinhos, para a menina. Jhonny seguiu seu rumo. Alice ficou lá, ainda chorando e olhando para os espinhos da tal delicada rosa que havia ganhado. A partir daquele dia, Jhonny passava todos os dias por aquela praça, para ver a tal menina, que lhe chamou muita atenção. Percebeu que a menina não ficava durante os dias, e sim só naquele horário. De madrugada e sozinha. Então todos os dias, Jhonny ia visitar a tal menina. Em seus sonhos e pesadelos, Alice passou a estar presente. Não só nos sonhos, nem só nos pesadelos. Alice passou a habitar o coração do menino. (...)

Em uma madrugada, fria e chuvosa, Jhonny acordou de um pesadelo. Pelo qual, Alice havia fugido, para sempre. Jhonny, rapidamente vestiu uma calça jeans que estava pendurada na cadeira, uma blusa qualquer e seu par de all star velho e seguiu até o lugar que Alice passava suas noites. Chegando lá, o menino avistou no banco a tal rosa cheio de espinhos, e ao lado um pedaço de papel manchado de sangue e escrito: “Eu não existo, adorável menino.”
E então... Alice? Alice era apenas fruto da imaginação...

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